terça-feira, 6 de março de 2012

Como o tempo está ficando escasso novamente, terei que apelar para postagens mais pragmáticas (rsrsrs).
Aproveitem e reflitam...


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A aposta de pascal é ridícula!

Antes de qualquer comentário aqui, e como santo de casa não faz milagre (heheh), vejam o vídeo abaixo e considerem por si mesmos os argumentos contra essa ridícula proposta de Pascal, para não dizer infantil (como se fosse surpresa alguma proposição de cunho religioso não ser infantil).


Agora leiam o texto abaixo.



REFUTAÇÃO DA APOSTA DE PASCAL

de Theodore M. Drange


O argumento (chamemos-lhe "AP") pode ser formulado como se segue:
(a) Se Deus existe, então quem não acreditar nele acabará sendo atormentado eternamente ou pelo menos aniquilado.(b) Se Deus existe, então quem acreditar nele ganhará vida eterna.
(c) Se Deus não existe, então não importa se as pessoas acreditam nele ou não.
(d) Consequentemente [de (a)-(c)], os não-teístas estão a correr um risco grave. No mínimo, o benefício esperado da situação da sua crença é infinitamente pior do que o dos teístas.
(e) Mas os não-teístas têm a possibilidade de auto-induzir a crença teísta.
(f) Portanto [de (d) & (e)], todos os não-teístas deviam mudar as suas crenças e tornar-se teístas.
Eis algumas objeções à AP:
  1. É possível provar que Deus não existe. Por isso, as premissas (a) & (b) da AP são discutíveis ou irrelevantes.
  2. Não há boa razão para acreditar na premissa (a) da AP, e existem muitos teístas que a negariam. Além disso, se essa premissa fosse verdadeira, então isso serviria de base para o Argumento da Descrença, que é um argumento forte para a não existência de Deus. Assim, a premissa dada é fraca e conceptualmente problemática.
  3. Segundo a Bíblia, para a salvação requer-se mais do que a mera crença em Deus. A pessoa também precisa de acreditar no filho de Deus (Marcos 16:16; João 3:18, 36; 8:21-25; 14:6; Atos 4:10-12; 1 João 5:12), arrepender-se (Lucas 13:3, 5), nascer de novo (João 3:3), nascer da água e do Espírito (João 3:5), acreditar em tudo o que está no evangelho (Marcos 16:16), comer a carne de Jesus e beber o seu sangue (João 6:53), ser como uma criança (Marcos 10:15), e fazer boas obras, especialmente para as pessoas necessitadas (Mateus 25:41-46; Romanos 2:5-10; João 5:28-29; Tiago 2:14-26). Portanto, a premissa (b) da AP não é verdadeira em sentido geral, pelo menos no que diz respeito à Bíblia. E, além disso, à parte da Bíblia, não há qualquer razão para acreditar nessa premissa. Assim, a premissa (b) da AP pode razoavelmente ser questionada.
  4. A maioria das pessoas que acreditam em Deus dedicam um tempo significativo a orações e atividades da igreja. Essas pessoas presumivelmente também contribuem com dinheiro, talvez o dízimo (10% do seu rendimento). Sem essa crença, muitas delas não fariam essas coisas. Além disso, muitas dessas pessoas vivem com inibições tanto no pensamento como no comportamento. (Considere, por exemplo, inibições a respeito de práticas sexuais, casamento e divórcio, controle de natalidade, aborto, material de leitura, e associação com outras pessoas.) Em muitos casos, essas inibições são bastante extremas e podem ter grandes conseqüências na vida da pessoa e nas vidas de outros. Em algumas comunidades, as mulheres são oprimidas com base na crença teísta. Também, alguns teístas perseguiram e até mataram outras pessoas (como nas inquisições, guerras religiosas, ataques a homossexuais e a pessoas que praticam o aborto, etc.) devido à sua crença de que isso é o que Deus quer que elas façam. Além disso, algumas pessoas (por exemplo, clérigos) dedicam toda a sua vida a Deus. Por estas várias razões, mesmo se Deus não existe, de fato importa muito se uma pessoa acredita em Deus, pelo menos para a maioria desses crentes. Segue-se que a premissa (c) da AP é falsa.
  5. Pode ser que Deus não exista e, em vez disso, algum outro ser governe o universo. Esse ser pode ter intensa aversão e pode infligir punição infinita a qualquer pessoa que acredita em Deus ou que acredita em algo por interesse pessoal (como é recomendado na AP). Mas uma pessoa que passe a acreditar em Deus com base na AP, nesse caso estaria "metida em grandes sarilhos", mesmo que Deus não exista. O benefício esperado da situação de crença do teísta seria infinitamente pior do que o do não-teísta. Segue-se que a premissa (c) da AP é falsa.
  6. Para acreditar em Deus, a pessoa tem de acreditar em proposições nas quais é, do ponto de vista da maioria dos não-teístas, impossível (ou pelo menos muito difícil) acreditar. Por essa razão, a premissa (e) da AP pode ser rejeitada.
  7. A crença não está diretamente sujeita à vontade. Por isso, é impossível (ou pelo menos muito difícil) para os não-teístas auto-induzirem a crença teísta. Isto também torna falsa a premissa (e) da AP.
Por todas estas razões, a AP deve ser rejeitada.

Breves comentários pessoais:
Após o vídeo e o pequeno trecho, acredito (cuidado com esse verbo) que já seja suficiente para descartarmos a aposta de Pascal como lógica, moral ou viável. Mas para os cristãos que ainda persistirem, vale a máxima kantiana da ação moral por interesse, o que ocorre na maioria das religiões (não me refiro à fé pessoal). Dos três tipos de ação anunciadas por kant, e assim inter´retado por esse que vos escreve, podemos elencar a verdadeiramente moral, ou por dever, na qual o indivíduo age sem interesse (é um simples texto opinativo de blog, não vou entrar em detalhes da Fundamentação da Metafísica dos Costumes), por puro e simples respeito à lei. Há aquela ação conforme o dever, em que o indivíduo pratica  uma ação reputadamente correta, mas que esconde certo interesse por detrás da mesma (seria o caso dos que praticam boas ações mas somente visando a "cadernetinha do papai do céu que tudo anota e tudo vê). Por fim, e onde de fato eu enquadraria a assunção da aposta de pascal, há a ação por puro interesse (seria complicado desenvolver em poucas linhas, mas assumamos tal ação como puro interesse), na qual o indivíduo age tendo em vista seus instintos mais básicos, na qual o sentimento fluiria totalmente em direção a um interesse egoísta e pessoal. Enfim, não me considero kantiano no que diz respeito à sua concepção de ação moral, mas por conveniência, vejo como tal representação se encaixa bem naquele assume a aposta de pascal como uma fuga de seu medo do pós-morte. Não passa de uma ação egoísta e interesseira, sem nenhum traço das tão defendidas virtudes cristãs. Logo, e agora me dirijo especialmente aos teístas, revejam suas apostas (heheh), reformulem suas proposições, pois imposição arbitrária não funcionará com uma mente forte (pra não dizer racional).

abraço a todos

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Link

Olá pessoal.

Faz tempo que não menciono um excelente blog para baixar vídeos, documentários e textos sobre ateísmo, filosofia da religião, evolucionismo, etc. Sendo assim, segue abaixo o link para aqueles que se interessarem.
Abraços.

Atheist Movies

Pra não perder a viagem... hehehe!


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Só pra compartilhar mais alguns vídeos com vocês...




Vídeos engraçados

Não consegui colocar na ordem direito, mas dá pra ver todos numa boa, hehehehe!








O princípio "datena" de ação.


Não se assustem com o título, é isso mesmo! O princípio "datena" de ação. Na falta de um nome mais criativo, resolvi batizar as ações baseadas em fé cega e irracionalidade como ações que se baseiam no princípio "datena". Datena é esse mesmo que você está pensando agora. Aquele ente de sanidade duvidosa que apresenta programas "policiais" (ou a desgraça cotidiana) na Band. Fiz isso baseado no indivíduo que dá nome ao princípio e em suas frases históricas (segue um link pra vocês mesmos comprovarem: datenar). Enfim, de agora em diante, aqui nesse blog, me referirei ao tipo de ação demonstrada no vídeo acima como uma datenada (particípio do verbo "datenar", ou defenestração da razão). O que esse senhor amórfico retrata no vídeo acima, é de uma insanidade preocupante, não só para as mulheres, que ele ofende com a mais boa das intenções (lembremos o velho "deitado" sobre boas intenções...), mas também para os católicos que há um bom tempo assumem as ideias desse ente medieval como reguladoras de sua ação moral, principalmente uma boa ala dos carismáticos (RCC). O melhor seria eu fazer assim como fiz com o ilustríssimo intelectual cristão W. Craig (link: refutação de craig), e desmontar toda a argumentação do indivíduo aqui em questão (e por isso serei merecedor do toda crítica voltada pra esse aspecto), mas meu tempo realmente anda muito escasso, e não posso me furtar de uma crítica detalhada se quiser demonstrar, como fiz no outro post, o erro em toda a argumentação. Por outro lado, a argumentação do Craig era um pouco mais geniosa e cabia certas desconstruções lógicas, já a argumentação desse senhor que é padre se baseia em puro machismo arcaico (ou cristianismo mesmo). A reprodução de uma visão subserviente e medíocre da mulher que nada mais faz do que servir de apoio para uma instituição que há séculos oprime esse gênero, e há séculos o vê como inferior. Por isso, não vejo tanta necessidade em uma desconstrução, nem mesmo jocosa, de um texto pautado por repressão sexual projetada. Vejam por si mesmos, e tirem suas conclusões. Ah! E não venham os cristãos católicos me dizer que ele não representa o pensamento da Igreja. Vá ler as cartas de Paulo, aquele projeto de asno, e me digam se a Igreja não se fiou nas sábias palavras dele. Afinal, a bíblia é a palavra de Deus (pra mim, deus, pois é mais um).

Sem mais delongas, aproveitem...

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Não desanimem...


Ol á todos! (se é que essa expressão alcançará algum sentido nesse blog "bastante" visitado).

Gostaria de anunciar apenas que o blog não foi abandonado, mas este que vos escreve não está mais encontrando tanto tempo como tinha antigamente. Por isso, muitas postagens foram apenas reproduções de artigos e outras reportagens que esse "blogueiro" (cada uma...) resolveu compartilhar com os que aqui frequentam. Certamente voltarei a escrever, seja do que me der na telha, mas sempre voltado para os temas aqui costumeiros e com os quais a minha breve e resoluta mente se ocupa. A tendência é que eu volte ao meu velho e primeiro objetivo ao construir esse blog, criticar religião o máximo possível.

Pra não deixá-los com saudades daquele meu velho humor ácido, segue uma pequena imagem para o vosso deleite.

Abraço a todos.










domingo, 13 de novembro de 2011

A mídia vende “o espetáculo”, é o “antijornalismo”

publicada sexta-feira, 11/11/2011 às 09:25 e atualizada sexta-feira, 11/11/2011 às 12:31

Moção de repúdio

Nós, estudantes de Comunicações e Artes da ECA/USP, viemos explicitar o nosso repúdio à maneira como a imprensa hegemônica tem exposto os acontecimentos recentes no campus da USP.

Estamos constrangidos com a maneira preguiçosa e irresponsável como a imprensa e a televisão têm feito seu trabalho, limitando-se a vender o espetáculo originário de uma cobertura superficial e pautada no senso comum.

Entendemos as comunicações e as artes como agentes essenciais na conscientização e na transformação da sociedade. Para isso, o jornalismo não pode ser um mero reprodutor de discursos circulantes, mas sim um instigador de debates e inquietações.

O que assistimos recentemente foi uma reprodução incansável de estereótipos, que só serviram para manipular a opinião pública contra as lutas que são primordiais dentro do campus.

Como estudantes de universidade pública, é também nosso papel questionar a maneira como a mídia trata os movimentos sociais, principalmente como ela tem tratado o movimento estudantil. Buscar entender as raízes do problema exige apuração minuciosa, princípio básico do jornalismo. Posições existem, mas elas não podem ocultar ou distorcer fatos.

O nome do que está sendo praticado é antijornalismo. A sociedade não financia a nossa formação para sermos profissionais como esses.

Escola de Comunicações e Artes
Assembleia Geral dos estudantes da ECA

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ocupação patética, reação tenebrosa | Carta Capital

Um texto sóbrio, equilibrado.
Em tempos de polaridades, nada melhor que o princípio aristotélico da justa medida.

Ocupação patética, reação tenebrosa | Carta Capital

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Augusto Cury: um mestre da imodéstia

Não gosto de citar veja, mas reconheço o interesse que tenho pela matéria, então cito via bule voador.

Autor: Jerônimo Teixeira
Fonte: Veja on-line, edição 1938
Editor: Eli Vieira

"O Charlatão", de Jan Miel (1650)

Com suas frases simplórias e doidices “científicas”, o psiquiatra Augusto Cury tornou-se um best-seller da auto-ajuda

O psiquiatra Augusto Cury diz que sua obra teve início depois de uma crise depressiva que o atingiu quando ainda cursava a faculdade de medicina em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. “Eu usei a dor para me construir”, afirma. A construção ficou firme: Cury é hoje, aos 47 anos, um homem genuinamente feliz. Embora insista nos temas espirituais, sua felicidade tem uma polpuda base material: em 2005, ele foi o escritor brasileiro que mais vendeu no país. Três obras suas – Pais Brilhantes, Professores Fascinantes,sua incursão na pedagogia, e os motivacionais Nunca Desista de Seus Sonhos e Você É Insubstituível – aparecem entre os best-sellers do ano passado [2005], na lista publicada nesta edição de VEJA. Prolífico, ele ainda tem outros catorze títulos, na maioria pela editora carioca Sextante. No total, vendeu mais de 1,2 milhão de exemplares nos últimos doze meses, marca que o coloca taco a taco com Dan Brown, autor de O Código Da Vinci. Seus livros são coletâneas de fórmulas do tipo “os sonhos abrem as janelas da mente”. Mas ele não se considera um autor de auto-ajuda. Cury se apresenta como um cientista, o revolucionário criador de uma nova teoria sobre o funcionamento da mente humana – a inteligência multifocal, que pretende ensinar o leitor a controlar as “janelas” de sua memória.

O livro fundamental da “teoria” de Cury é Inteligência Multifocal, publicado pela Cultrix, em 1998. “Os únicos trechos mais ou menos aproveitáveis são versões pobres das idéias de cientistas como o neurologista António Damásio. O resto é pseudociência”, diz Renato Zamora Flores, professor do departamento de genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – e uma autoridade na análise de imposturas científicas. Cury não dá muita atenção aos críticos: “Quase ninguém entendeu minha teoria, de tão complexa que ela é”. Mas ele está feliz por finalmente ser entendido em Londrina, no Paraná, onde o Centro Universitário Filadélfia (Unifil) já oferece cursos de especialização, em nível de pós-graduação, em inteligência multifocal. “O doutor Cury é um sábio. Perto dele, dá para se ter uma idéia de como seria conviver com os grandes filósofos da história”, diz o psicólogo Silas Barbosa Dias, coordenador de um desses cursos. Foi graças à ingerência desse admirador ardoroso que Cury ganhou o título de doutor honoris causa pela Unifil. Dias, aliás, vai veranear ao lado de seu mestre, na casa que Cury tem em Ubatuba, no litoral paulista.

Cury vive com a mulher – Suleima, que foi sua colega na faculdade de medicina – e as três filhas em Colina, cidadezinha de 17.000 habitantes próxima a Barretos, a capital dos rodeios. “Sou um escritor simples, que gosta do anonimato”, diz. No sítio onde mora, com 16.000 metros quadrados, pavões e galinhas-d’angola passeiam pelos gramados – e também há carneirinhos que o autor alimenta com mamadeira. Originalmente, Cury planejava instalar uma clínica ao lado da casa, mas hoje tem pouco tempo para a psiquiatria. Como é comum entre autores de auto-ajuda, ele montou seu circuito de conferências: viaja para proferir de quatro a cinco palestras por mês e recebe entre 8 000 e 10 000 reais por cada uma delas. Sua fala mansa e pausada freqüentemente se enreda no jargão “multifocal” – ele gosta de usar expressões como “pensamento tridimensional” e de inventar curiosas moléstias psicológicas, como o Mal do Logos Estéril. Sua imodéstia é proverbial, o que transparece nos livros. “Falo com humildade, mas, creio, fiz importantes descobertas que provavelmente reciclarão alguns pilares da ciência durante o século XXI”, anuncia em Nunca Desista de Seus Sonhos.

A crença na própria genialidade vem de longe. Sua mulher, Suleima, conta que, quando os dois ainda namoravam, Cury certo dia a convidou para tomar um suco. Ao puxar a carteira para pagar a bebida, deixou cair no chão uma série de papeizinhos: eram pensamentos que ele anotava. “Foi então que ele me disse que era uma pessoa meio diferente”, lembra Suleima. A “pesquisa” de Cury se resume a isso: anotar os próprios pensamentos. E, não satisfeito com sua contribuição à ciência, o autor quer deixar sua marca na literatura. Estreou na ficção no ano passado, com dois romances, O Futuro da Humanidade (editado em Portugal com um título um pouco menos grandioso: A Saga de um Sábio) e A Ditadura da Beleza e a Revolução das Mulheres. O primeiro narra a formação de um “filósofo da psicologia”, e o segundo faz uma crítica descabelada à “masmorra psíquica” que os padrões da moda imporiam às mulheres. Ambos são estrelados por um alter ego do romancista, com nome de desbravador: Marco Polo, o “poeta da psiquiatria”. Juntos, os dois livros venderam perto de 100.000 exemplares. Uma marca respeitável, mas ainda muito abaixo das 260.000 unidades de Pais Brilhantes, Professores Fascinantes comercializadas em 2005. A ficção de Augusto Cury pode não ter conquistado as massas, mas anda bem cotada entre a elite dirigente: no ano passado, a governadora do Rio, Rosinha Garotinho, presenteou o presidente Lula, no seu aniversário, com um volume de O Futuro da Humanidade. Sabe-se que Lula não é dado à leitura. Fica o conselho, presidente: não precisa começar agora.

Ciência de Araque

As baboseiras de Inteligência Multifocal, obra em que Augusto Cury expõe suas “teorias”.

Pesquisa precária

A baboseira: “Não usei os levantamentos bibliográficos nem uma teoria prévia como suporte de interpretação, pois a teoria que desenvolvoé totalmente original.”
Onde está o erro: é a pesquisa bibliográfica que garante que um cientista não vai repetir o que outro já disse. Reivindicar originalidade sem ter freqüentado os livros é uma tolice.

Pensamentos contraditório

A baboseira: “Os computadores jamais passarão de escravos de estímulos programados, ainda que incorporem um processo de auto-aprendizagem.”

Onde está o erro: Cury ignora todas as discussões teóricas sobre inteligência artificial — e ainda resvala numa contradição em termos: se um computador for capaz de aprender, não será mais escravo da programação.

Confusão de conceitos

A baboseira: “A inteligência e a personalidade representam, aqui, termos equivalentes.”
Onde está o erro: personalidade diz respeito às características que distinguem um indivíduo do outro, enquanto inteligência se refere à capacidade de processar informações. Na literatura científica, são conceitos distintos. Misturá-los só produz confusão.

Curas milagrosas

A baboseira: “Muitos casos de doenças psíquicas de difícil tratamento, inclusive de pacientes autistas, têm sido resolvidos pela terapia multifocal.”
Onde está o erro: se fosse verdade, seria caso para Nobel de Medicina: não há cura para o autismo

Matemática pitoresca

A baboseira: “Até na matemática as teorias são limitadas. Até nas indiscutíveis operações há limitações, pois 1 mais 1 só é 2 se o primeiro 1 é, em todos os níveis microessenciais, exatamente igual ao segundo 1.”
Onde está o erro: a se dar crédito a esse absurdo, bastaria mexer na tal “microessência” para fazer com que 1 mais 1 fosse igual a 3.